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Sexta, 03 Setembro 2010 13:00 |
 A Associação de Farmácias de Portugal (AFP) considera que o desbloqueamento de 17 milhões de euros para pagar uma parte da dívida acumulada da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte é “manifestamente insuficiente” e não passa de um “balão de oxigénio”. O Ministério da Saúde desbloqueou esta verba para pagamento de uma dívida global de cerca de 100 milhões de euros da ARS Norte, noticia o Público. Manifestando a “maior apreensão” por aquilo que considera “um problema real de derrapagem e suborçamentação da despesa”, a AFP defendeu ontem, em comunicado, que as declarações “optimistas” da ministra da Saúde “não se sustentam na realidade”, porque este reforço só resolve a dívida de um mês e uma pequena parte de outro (Maio e Junho). A AFP mostra-se ainda muito preocupada com o facto de, a partir deste mês, o processamento dos pagamentos da ADSE e outros subsistemas passarem a ser feitos pelas ARS, o que poderá provocar “uma generalização de uma situação de endividamento”. “Esta transferência traduzir-se-á, de acordo com os nossos cálculos, num crescimento de 10 por cento da despesa relativa aos meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro e no agravamento da dificuldade em honrar a dívida por parte do Estado”, sustenta a associação, que teme que se entre assim “numa lógica de orçamento por duodécimos, típica de um governo de gestão”. |